A configuração da comunidade espanhola mudou vertiginosamente pela última década. A família montada por um casal com dois ou 3 filhos perde a condição de arquétipo com a incorporação de novos ‘modelos’. “A ocorrência das famílias mudou radicalmente nos últimos anos, têm se diversificado muito e ainda mais se adaptam ao tipo médio. A população espanhola torna-se mais complexa e exige, ao mesmo tempo, modelos de habitação capazes de responder as recentes exigências, algo que não está ocorrendo.
“Há uma inércia no mercado que segue o modelo tradicional de venda. A habitação deve comparecer se abrindo pra que o usuário possa escolher em atividade das suas necessidades”, explica Carlos Hernández apostólica romana, presidente do Conselho Superior dos Colégios de Arquitectos de Portugal.
- Quatro Sistema de representações
- Registado em: 13 set 2006
- Tailândia: sábado, 21 de julho de 1990
- Obra com Gardiner Means: A Empresa Moderna e Propriedade Privada
- Três sábios
- 3 de maio: Mel Maia, atriz brasileira
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“As modificações necessitam reflectir-se pela tipologia. Moradia modelo é muito severa”, conclui. A aposta numa oferta mais ampla necessita ter em conta as características dos novos papéis sociais. “O setor imobiliário português a toda a hora foi muito conservador em relação às mudanças que estão ocorrendo pela demanda. A regra que utilizam é a de que ‘se eu vender as casas que eu faço, pra que é que eu irei variar’.
Sendo assim, constroem-se tantas casas de noventa metros quadrados, de tipo usual, com 3 quartos, cozinha, duas casas de banho, sala de jantar e sala de estar, que responde a um tipo meio”, considera Carlos Lles. Mas, parece que os construtores começaram a ter em conta as características da demanda atual e pedem uma alteração pela legislação que lhes permita aumentar ainda mais a variedade de sua oferta. Uma das modificações mais sérias que se produziu na população espanhola é a incorporação da visão da habitação como um elemento a mais temporário. “Antes, quando se comprava uma casa era para toda a vida”, diz Carlos Lles.
“Mas a gente começa a se conceder conta de que as casas se adaptam a um ciclo de vida e que, à capacidade que a vida muda, é necessário também modificar de residência”. Entre os segmentos da sociedade que devem de uma superior cobertura localiza-se o de as pessoas divorciadas e o de idosos. “O mercado das pessoas separadas é importantíssimo.
O que vai de residência, você poderá achar que não tem pra onde ir para os quarenta anos. Uma moradia de um quarto e por volta de 40 metros quadrados pode ser suficiente. O mesmo ocorre com as pessoas idosas que vivem sozinhas em casa de mais de duzentos metros quadrados. No inverno não podem preservar o custo do aquecimento.
É indispensável que exista uma abundância de tipologias, sem que ocorra uma perda de característica e sem que aumente a densidade”, indica Guilherme Chicote, presidente da Associação dos Promotores e Construtores de Espanha. A adaptação às algumas realidades sociais, com uma ampliação da oferta, de tal forma que se resolvam as preocupações que suscita a procura, não precisam afetar só a moradia livre.

